Poder, Política e Estado


Talvez você não saiba, mas a Ciência Política – que é uma das três ciências sociais – estuda muito mais do que os partidos políticos. Esta ciência estuda as relações de poder na sociedade, ou seja, as forças que estão em jogo na relação entre o povo e o governo.

A Ciência Política nos ajuda a entender como funcionam o governo, as leis, os partidos e tudo aquilo que influencia ou regulamenta a nossa vida em sociedade. Neste post, vamos explicar melhor como a política está presente em nossa vida.Bolsas de Estudo 2° semestre – veja os cursos!

O que é a política?

Muito se fala em política nos dias de hoje, mas poucos sabem exatamente o que ela significa, tanto na teoria como na prática.

A política engloba todos os aspectos relacionados ao poder em uma sociedade. Ela é o conjunto de práticas e ideias que envolvem as relações de poder. A política está tanto no Estado, ao qual chamamos de governo, como no nosso dia-a-dia.

As políticas de Estado são aquelas feitas pelos nossos governantes. Por exemplo, a implantação de um novo serviço no SUS, a construção de uma ponte ou a demarcação de uma terra indígena. Estas políticas podem ser feitas em nível municipal, estadual ou federal.

A política também está no nosso cotidiano. Quando pesquisamos atentamente sobre os candidatos antes de irmos às urnas votar, quando denunciamos um crime ambiental ou quando nos calamos frente a uma injustiça social estamos fazendo política.

Quem constrói a política?

Muitas vezes, pensamos que a política é algo que só diz respeito aos governantes e aos partidos políticos, achando que não precisamos nos ocupar dela ou que pouco diferença irá fazer o nosso envolvimento na política.

Algumas pessoas pensam que o voto é o único ou grande ato que um cidadão pode fazer pela política de seu país. Esta forma de pensar, muito comum na sociedade, nos leva ao pensamento errôneo de que quem constrói a política não somos nós.

Na prática, quem constrói a política é o cidadão. Pequenos atos cotidianos são atos políticos.

Por exemplo: quando eu, ao perceber que o caminhão da coleta seletiva de lixo não passa na minha rua, resolvo ligar para o órgão responsável e fazer uma reclamação, estou realizando um ato político. Quando me reúno com alguns vizinhos e faço um abaixo-assinado solicitando à prefeitura que minha rua de chão batido seja calçada, estou realizando um ato político. Da mesma forma, quando eu furo a fila do banco porque tenho um conhecido que está nela, “passando para trás” pessoas que chegaram antes de mim, também estou realizando um ato político.

Atos políticos são decisões cotidianas que afetam minha vida e a de outros membros da sociedade e que estão relacionadas a direitos e deveres que temos como cidadãos. Assim, a política costuma refletir as ações políticas de seus cidadãos.

Contudo, não podemos concluir que é natural que os representantes políticos do Estado simplesmente reproduzam o que veem ocorrer na sociedade.

Quando elegemos estes representantes, ao qual chamamos de políticos, esperamos – e deveríamos exigir! – que eles criem políticas públicas que atendam aos interesses do povo, ou seja, que eles invistam em saúde, educação, segurança, cultura, etc.

O Estado arrecada dinheiro do povo – os impostos que pagamos – para, em teoria, reverter em serviços que beneficiem a população.

Caso o Estado não faça isso, ou faça de maneira pouco eficiente, temos o direito de reclamar e exigir que os recursos sejam melhor aplicados.

E existem várias formas de reclamar e exigir nossos direitos: por incrível que pareça, uma das mais efetivas é transformar nossas ações cotidianas, evitando “pequenos atos de corrupção”.

Não avançar o sinal vermelho, recusar qualquer tipo de suborno,  respeitar a fila do banco e denunciar atos de injustiça social são pequenas coisas que fazem a diferença pois criam bons exemplos. Assim, diferente do que muita gente pensa, o povo, quando consciente e organizado, tem muito poder

Fonte: Enem Gratuito

Pequena história do fascismo no Brasil


Fasci Italiani del’ Estero, na Itália, no Brasil e em São José do Rio Pardo

No início da Primeira Guerra (1914-1918), a Itália, embora pertencendo à Tríplice Aliança (Alemanha, Austria-Hungria e Itália), omitiu-se, alegando que seu compromisso na participação do conflito só se daria se a Áustria e Alemanha fossem agredidas. Entrou na Guerra em 1915, a favor dos aliados (Inglaterra, França, Rússia), pensando na partilha das colônias alemãs na África, segundo promessas inglesas.

Aos 11 de novembro de 1918, os representantes do Governo Provisório alemão assinaram o armistício que marcou o fim da guerra..

No final de 1918, os princípios liberais e democráticos pareciam vitoriosos e consolidados: desapareceram impérios e o regime republicano triunfou. Não durou muito.

A crise que se alastrou pela Europa do entre-guerras provocou intranqüilidade e conflitos sociais, fortalecendo ideias revolucionárias que explodiam. Socialistas culpavam o sistema capitalista pela crise e pelo agravamento de problemas sociais, pregando a revolução, que democratizaria os meios de produção. Os governos europeus, principalmente os da Itália e Alemanha, mostravam-se incapazes de controlar as crises econômicas, que poderiam levar a uma revolução bolchevista e ao avanço da poderosa força da classe trabalhadora.

Na Itália, a crise se manifestava na inflação, na alta de preços, no desemprego pelo fechamento das indústrias, na desvalorização da lira em mais de 75% e nas greves promovidas pela Confederação Geral do Trabalho (C.G.T.), com ocupações de fábricas no Norte.

As classes dirigente e média sentiam-se ameaçadas. Os capitalistas pediam a implantação da ideologia fascista, com um regime autoritário, o corporativismo, um nacionalismo agressivo procurando novos mercados, a corrida imperialista. Pediam uma autoridade centralizadora que protegesse seus interesses e impedisse o avanço socialista. As indústrias, bancos, financeiras… propuseram sustentar grupos de extrema direita.

Todas essas forças levavam os países à ditadura.

Na Itália, alguns políticos, no final de 1917, constituíram um grupo de união nacional, ou “fascio”, unidos pelo sentimento nacionalista e pelo combate ao socialismo. Esse movimento não vingou, mas a idéia fascista foi encampada por Benito Mussolini (foto).

Fascismo vem da palavra italiana fascio, traduzida por feixe; feixes de varas carregadas pelos lictores, oficiais romanos que, ocasionalmente, guardavam neles seus machados. Esses lictores marchavam à frente dos principais magistrados da antiga Roma, cônsules e pretores, tendo a função de afastar, talvez com as varas, a multidão.

O “Fascio”:
símbolo do fascismo

Benito Mussolini viu nesse feixe o emblema do fascismo, símbolo da unidade, da força, da justiça.

Segundo o Novo Dicionário Aurélio, Fascismoé um“Sistema político nacionalista, imperialista, antiliberal e antidemocrático, liderado por Benito Mussolini (1883-1945) na Itália, e que tinha por emblema o feixe (em it., fascio) de varas dos antigos lictores romanos.”

Em 1920, grupos armados, conservadores e insatisfeitos, liderados por Mussolini, partiram para a contra-ofensiva, praticando “investidas punitivas” contra os socialistas.

Usando “Camicie neri” (camisas negras), simbolizando o luto da Itália e subvencionados por setores conservadores, os fascistas obedeciam cegamente a Mussolini, o Duce(Comandante), que almejava o poder. Em 1922, depois de uma marcha fascista sobre Roma, liderada pelo “Duce”, o rei Vittorio Emanuele III o convocou para chefiar o governo.

A Itália, em crise, foi o primeiro país a conhecer o regime fascista (1922 a 1945). O “Duce” governava através de decretos e era assessorado pelo “Grande Conselho Fascista”. “A política econômica, desde 1925, objetivava soerguer o nível de vida da população da ‘Grande Itália’, beneficiando famílias numerosas”. A “Carta do Trabalho” foi promulgada em 1927. Estabeleceu-se o regime de partido único, liderado por Mussolini, em 1929, e empregados e trabalhadores foram organizados em corporações, em 1934. As greves foram proibidas e obras públicas foram implementadas para combate ao desemprego.

A Itália fascista conquistou a Abissínia (hoje, Etiópia), em 1935-36 e, em 1936, aliou-se à Alemanha e ao Japão, também enviando tropas para a Espanha do fascista Francisco Franco…

No Brasil, o fascismo se instalou na comunidade de imigrantes italianos.

Em São Paulo, em 2 de fevereiro de 1923, o italiano Emilio Rochette criou o Partido Fascista, que se expandiu. No mesmo momento, surgiram movimentos antifascistas, unindo democratas, republicanos, socialistas e sem partidos, sob a liderança de outro italiano, Antonio Piccarolo.

O fascismo no Brasil se fortaleceu com a criação da Aliança Integralista Brasileira, com a Revolução de 30 e a ascensão ao poder de Getúlio, com tendências fascistas. Também, muito próxima do fascismo ficou a Constituição e a ideologia do Estado Novo, a partir de 1937.

Fonte: São José online

Previdência social nunca foi privilégio, sempre foi um direito. O direito de envelhecer com dignidade.


Sobre a história da Previdência mundial, o primeiro país que criou um plano de aposentadoria foi a França, em 1673, construindo um sistema estatal exclusivo para os membros da Marinha Real que dois séculos depois se estenderia para os funcionários públicos.

No Brasil, não foi diferente. Sistemas análogos ao previdenciário surgiram a partir de 1888 beneficiando principalmente setores que eram importantes para o império: os funcionários dos correios, da imprensa nacional, das estradas de ferro, da marinha, da casa da moeda e da alfândega. Mas é só em 1923 que o Brasil vê o ponto de partida da história da Previdência social como a conhecemos hoje.

A Lei Eloy Chaves, de 1923, é considerada o marco inicial da história da previdência brasileira. Ela leva o nome do deputado federal paulista que articulou, junto às companhias ferroviárias, a criação da base desse sistema – consolidando-a na referida lei. Basicamente, essa norma estabeleceu a criação de uma Caixa de Aposentadoria e Pensão (CAP)para ferroviários de cada uma das empresas do ramo na época.

No sistema de CAPs, o governo era responsável pela criação das caixas e pela regulação do seu funcionamento, mas a gestão desses fundos foi delegada à iniciativa privada: elas eram administradas por uma parceria entre um conselho composto por representantes da empresa e dos empregados, que também seriam os responsáveis por financiá-las.

Apesar das políticas e leis anteriores a 1923, esse marco abre o precedente para que o benefício seja estendido para outros setores através de novos sistemas – ainda priorizando os de interesse do estado – no período até 1934, como os portuários, telegráficos, servidores públicos e mineradores.

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