Mulheres na Luta por Independência na Bahia


Historiador destaca ação de mulheres na independência do Brasil na Bahia. Entre as heroínas estão Maria Felipa, Joana Angélica e Maria Quitéria. Mulheres lutaram e usaram táticas criativas para ajudar tropa brasileira.

Maria Felipa comandou mulheres que conseguiram expulsar tropas portuguesas da Ilha de Itaparica (Foto: Filomena Modesto Orge/Arquivo Público do Estado da Bahia)

Maria Felipa comandou mulheres que conseguiram
expulsar tropas portuguesas da Ilha de Itaparica
(Imagem: Filomena Modesto Orge/Arquivo Público
do Estado da Bahia)

As batalhas pela independência do Brasil na Bahia duraram um ano e sete dias, entre 25 de junho de 1822 e 2 de julho de 1823. As mulheres desempenharam um papel importantíssimo no processo, e muitas se destacaram nas batalhas e na ajuda aos soldados.

Entre elas está Maria Felipa. Segundo Eduardo Borges, historiador e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Maria Felipa não é muito conhecida, mas possui muita importância na luta pela independência.

“Maria Felipa era uma negra que liderou uma série de mulheres que seduziram os portugueses, fizeram com que eles ficassem embreagados e depois deram uma surra de cansanção [vegetal que provoca urtiga e sensação de queimadura ao toque com a pele] neles. Depois ela queimou as embarcações deles. Foi uma pequena batalha pontual no dia 7 de janeiro de 1823, na Ilha de Itaparica, mas que resultou em uma queda no número de soldados da tropa portuguesa”, relatou Borges.

O historiador ainda conta que em outubro de 1822, um grupo liderado por Maria Felipa, formado por homens e mulheres, queimou embarcações dos portugueses, também na região de Itaparica.

Em outra região da Bahia, foram as esposas de fugitivos das tropas portuguesas que usaram a criatividade para ajudar a salvar seus maridos. As moradoras de Saubara, região que na época pertencia à Santo Amaro da Purificação, se fantasiavam para assustar os soldados e assim poder levar comida para os maridos, nos esconderijos onde se alojaram.

“Os portugueses invadiram a região. Os homens tiveram que fugir, então à noite elas se vestiam de ‘careta’, se fantasiavam de almas, com lençóis, e assustavam os portugueses que fugiam. Assim, elas conseguiam chegar nos esconderijos onde estavam os maridos e levavam medicamentos, comida e roupas. Elas ficaram conhecidas como caretas do mingau. No caso delas, o papel foi burlar a viliância portuguesa”, conta o historiador. “O que é interessante é a esperteza e estratégia para assutar os portugueses. Pelo fato delas terem conseguido chegar aos maridos, isso ajudou a eles sobreviverem”, acrescentou Borges.

Maria Quitéria (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Maria Quitéria se vestiu de homem e lutou em
batalhas (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Outras duas mulheres que se destacaram na luta da independência foram Joana Angélica e Maria Quitéria, que acabaram ficando bastante conhecidas.

A freira Joana Angélica se destacou pela coragem ao enfrentar os portugueses. Ela foi morta ao tentar evitar a entrada deles no Convento da Lapa. Os soldados portugueses estavam em busca dos rebelados, que teriam se escondido no local.

“Já Maria Quitéria se passou por homem para participar da luta da independência. Ela vestiu a roupa do cunhado e apresentou-se ao Regimento de Artilharia com a ajuda da irmã. Maria Quitéria fugiu de casa e foi para o campo de batalha em uma época em que a mulher não tinha autonomia em qualquer campo de atuação”, diz o historiador.

Dois de Julho
A história da Independência do Brasil na Bahia começou a ganhar força no início de 1822, com o desejo da Bahia de romper com a coroa, quando o rei de Portugal, D. João VI, tirou o brasileiro Manoel Guimarães do comando de Salvador, colocando em seu lugar o general português Madeira de Melo no cargo. Com isso, ele queria reforçar o poder da Coroa sobre os baianos, mas a população não aceitou pacificamente.

Os baianos foram às ruas para protestar e entraram em confronto com os soldados portugueses. Meses depois, em 12 de junho, a Câmara de Salvador tenta romper com a coroa portuguesa. O general Madeira de Melo coloca as tropas nas ruas e impede a sessão. Dois dias depois, em Santo Amaro, os vereadores declaram D. Pedro o defensor perpétuo do Brasil independente, o que significa não obedecer mais ao rei de Portugal.

No dia 25 de junho é a vez da Vila de Cachoeira romper com a Coroa portuguesa. Outras vilas seguem o exemplo. Cachoeira se torna quartel general das tropas libertadoras.

Canhões de fortes da Baía de Todos-os-Santos foram roubados para armar a improvisada frota de saveiros, que enfrentaram a esquadra de Portugal. Cercados por terra e mar, os portugueses ficam acuados em Salvador. Decidem então abandonar a cidade e fogem por mar, na madrugada do dia 2 de julho de 1823. Pela manhã, o exército brasileiro entra vitorioso na cidade, marcando a independência do Brasil na Bahia.

Fonte: G1 Bahia

A Culinária Nordestina


De tempero forte, essa gastronomia é reflexo da extensão litorânea da região

Na culinária do litoral quem manda são os peixes, e os mais utilizados são o robalo a tainha e o cação, além de frutos do mar e dos crustáceos, notadamente a lagosta e o carangueijo.

A culinária nordestina foi diretamente influenciada pelos fatores socioeconômicos da região. Os pratos possuem características da culinária portuguesa, conhecida durante o período colonial; da cultura africana, absorvida na época da escravidão; e da comida indígena, herança da população nativa. As receitas levam, em geral, vegetais, carne bovina e caprina, peixes e frutos do mar. Devido ao bioma da caatinga, os pratos adquiriram um sabor forte, apimentado e com alto teor calórico. Já no litoral, receberam um sabor carregado, além de uma variedade de ingredientes e cores.

Ingredientes

Além da imensa variedade de frutas nativas da região, como goiaba, caju, banana, manga, jaca, araçá, mangaba, sapoti, umbu, cajá e graviola, a culinária nordestina incluiu em seu cardápio novidades apresentadas por estrangeiros, como o azeite de dendê e a pimenta malagueta, trazidas pelos africanos. Já o coco, bastante utilizado nas receitas, como no bobó de camarão, foi trazido da Índia pelos portugueses. 
Influenciada pela geografia e pela grande extensão litorânea, são utilizados largamente muitos peixes, moluscos e crustáceos na cozinha local. Outros ingredientes muito utilizados nesta culinária são o queijo de coalho, produto típico do sertão nordestino fabricado artesanalmente; o milho, consumido de inúmeras maneiras, em pratos doces ou salgados, cozido ou assado, servindo de base para o preparo de canjica, bolos, sorvetes, pamonha, curau, entre outras receitas; a mandioca, cuja farinha é usada como acompanhamento e pode até ser consumida no café da manhã; e a carne bovina. É típico encontrar a carne já seca ao sol (a carne de sol) ou seca ao ar e conservada com sal (a carne seca). Pode ser servida em porções ou ser usada como ingrediente de pratos da região.

Influências Multiculturais

As formas de preparo variam de estado para estado, mas carregam traços em comum e ingredientes típicos da região. Na Bahia e no Pernambuco, os pratos africanos fazem sucesso. No estado baiano, as escravas africanas produziam as comidas típicas e pratos sagrados com alto significado religioso. Exemplo dessa mistura cultural são o acarajé e o vatapá. Os elementos principais da cozinha baiana são o azeite de dendê, o coco, a pimenta e o quiabo. 
Em Alagoas, prevalecem os pratos com frutos do mar. Já o Maranhão, com uma forte contribuição dos portugueses, tem uma comida com temperos picantes. Um exemplo é a galinha ao molho pardo, feito com o sangue da ave, que deu origem a famosa galinha de cabidela. Outros pratos lusitanos são o sarapatel e a buchada.  Já no sertão, devido ao clima, a carne-de-sol, feijão, milho, rapadura e pratos elaborados com raízes, como a mandioca, são os mais populares. 

Pratos Típicos

Moqueca

Um ensopado feito à base de peixes ou frutos do mar, preparado com pimentões, azeite de dendê e outros condimentos. Seu preparo é diferente em cada um dos estados da região.

Caruru

É um prato produzido com quiabo, camarão, azeite de dendê e temperos que são misturados à farinha de mandioca e caldo. Assim como o vatapá, este prato caiu no gosto do paraense e também é servido por lá, com algumas modificações. 

Arroz de Cuxá

Esse tipo de arroz não pode faltar nas festas típicas do Maranhão. Ele é feito com o cuxá, um molho feito com vinagreira, camarão, pimenta de cheiro, gengibre e farinha.

Baião de Dois

Quando o povo nordestino passava por problemas devido à seca na região, a comida era escassa e era preciso guardar o necessário, sem que houvesse desperdício. Por isso, surgiu, no Ceará, o Baião de Dois, uma mistura de arroz, feijão, carne seca e queijo coalho. 

Sarapatel

Com receitas variadas em cada estado, o sarapatel é um ensopado feito com vísceras de porco, carneiro ou bode, engrossado com o sangue do animal. É servido com farinha e pimenta.

Caldo de Mocotó

A sopa servida quente é feita com patas de boi, de onde sai o tradicional caldo.

Acarajé

Uma das iguarias mais famosas, o Acarajé, preparado tipicamente pelas baianas, é um bolinho de feijão branco e cebola frito no azeite de dendê. Pode ser recheado com vatapá, caruru e molho de pimenta.

Sururu

Esse molusco é muito apreciado na culinária nordestina como um caldo feito com sururu, leite de coco e dendê.

Cuscuz

Prato de origem africana, tem diversas receitas que podem levar flocos de milho, sardinha, ovo e molho de bacalhau.

Dobradinha

Alimento feito com o bucho de algum animal, principalmente o boi, cortado e temperado. É um prato tradicional em Portugal.

Carne de Sol com Queijo Coalho

A carne de sol geralmente é consumida no nordeste com pirão – feito de coalhada, leite, manteiga de garrafa, farinha de mandioca – e queijo coalho.

Paçoca com Carne Seca

É uma farofa criada com a mistura da farinha de mandioca, cebola e carne seca moída. Consumida, geralmente, com banana e baião de dois.

Buchada

Prato que consiste nas tripas ou estômago do bode lavado e recheado com suas vísceras temperadas com sal, pimenta-do-reino, alho, cebola, cheiro verde, louro, cominho e coentro, servido com um molho bem apimentado. 

Galinha à Cabidela

Prato típico português que também é chamado no Brasil de frango ao molho pardo. Ele é cozido juntamente com o sangue do próprio animal recolhido durante o abate.

Festa Junina

No interior, uma das tradições são as festas juninas, que contribuíram com a produção de diversos pratos. A festa, que homenageia os santos católicos Santo Antônio, São João e São Pedro, é o resultado da união dos fes¬tejos cristãos com os indígenas, formando algo próximo do que ocorre hoje. É uma das manifestações mais tradicionais do Nordeste e acontece em todos os estados, que frequentemente disputam o título da maior comemoração. Além das danças, mú¬sica típica e brincadeiras, um dos maiores atrativos são os doces típicos servidos. 
Os alimentos usados na festa são aqueles cultivados pelos indígenas, como a mandioca, o milho e o amendoim. Entre os pratos típicos de festa junina estão a pa¬monha, que, consumida doce ou salgada, é feita com milho ralado e leite; a canjica, feita com milho, açúcar, leite, leite condensado, leite de coco, coco ralado ou amendoim; o pé de moleque – espécie de bolo feito com massa de mandioca, castanhas e uma calda feita de açúcar e manteiga; a cocada, doce de origem angolana feito com coco, leite condensado e leite de coco; e o curau, doce pastoso que tem, como principais ingredientes, creme de milho verde, leite de vaca ou de coco, açúcar e canela.


Outros doces comumente encontrados no nordeste são o arroz doce, sobremesa conhecida no Brasil todo, mas que se popularizou mais na região, feito com arroz, leite ou leite condensado,servido com cravo e canela; o bolo de rolo, doce que leva um fino pão de ló enrolado com camadas de goiabada, coberto com açúcar; e a rapadura, que, por incrível que pareça, não foi surgiu no Brasil e sim nas Ilhas Canárias, a partir das sobras durante a fabricação de açúcar. Durante o Brasil Colonial, a rapadura era utilizada como alimento dos escravos por ter um alto valor nutricional e se tornou um ícone entre as sobremesas brasileiras.

Fonte: Food Magazine

Breve resumo da riqueza Nordestina


Os estados que compõem a região Nordeste são: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esse complexo regional apresenta grande diversidade cultural, composta por manifestações diversificadas. Portanto, serão abordados alguns dos vários elementos culturais da região em destaque:

O carnaval é o evento popular mais famoso do Nordeste, especialmente em Salvador, Olinda e Recife. Milhares de turistas são atraídos para o carnaval nordestino, que se caracteriza pela riqueza musical e alegria dos foliões.

Carnaval de Olinda

O coco também é conhecido por bambelô ou zamba. É um estilo de dança muito praticado nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A dança é uma expressão do desabafo da alma popular, da gente mais sofrida do Nordeste brasileiro. É uma dança de roda ou de fileiras mistas, de conjunto, de pares, que vão ao centro e desenvolvem movimentos ritmados.

O maracatu é originário de Recife, capital de Pernambuco, surgiu durante as procissões em louvor a Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que batiam o xangô, (candomblé) o ano inteiro. O maracatu é um cortejo simples, inicialmente tinha um cunho altamente religioso, hoje é uma mistura de música primitiva e teatro. Ficou bastante conhecido no Brasil a partir da década de 1990, com o movimento manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, entre outros.

O Reisado, ou Folia de Reis, é uma manifestação cultural introduzida no Brasil colonial, trazida pelos colonizadores portugueses. É um espetáculo popular das festas de natal e reis, cujo palco é a praça pública, a rua. No Nordeste, a partir do dia 24 de dezembro, saem os vários Reisados, cada bairro com o seu, cantando e dançando. Os participantes dos Reisados acreditam ser continuadores dos Reis Magos que vieram do Oriente para visitar o Menino Jesus, em Belém.

As festas juninas representam um dos elementos culturais do povo nordestino. Essa festa é composta por música caipira, apresentações de quadrilhas, comidas e bebidas típicas, além de muita alegria. Consiste numa homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. As principias festas juninas da região Nordeste ocorrem em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).

Festa junina em Campina Grande (PB)

Bumba meu boi é um festejo que apresenta um pequeno drama. O dono do boi, um homem branco, presencia um homem negro roubando o seu animal para alimentar a esposa grávida que estava com vontade de comer língua de boi. Matam o boi, mas depois é preciso ressuscitá-lo. O espetáculo é representado por um boi construído em uma armação de madeira coberta de pano colorido. Ao final, o boi é morto e em seguida ressuscitado.

O frevo surgiu através da capoeira, pois o capoeirista sai dançando o frevo à frente dos cordões, das bandas de música. É uma criação de compositores de música ligeira, especialmente para o carnaval. Com o passar do tempo, o estilo ganhou um gingado composto por passos soltos e acrobáticos.

Quilombo é um folguedo tradicional alagoano, tema puramente brasileiro, revivendo a época do Brasil Colônia. Dramatiza a fuga dos escravos que foram buscar um local seguro para se esconder na serra da Barriga, formando o Quilombo dos Palmares.

A capoeira foi introduzida no Brasil pelos escravos africanos e é considerada uma modalidade de luta e também de dança. Rapidamente adquiriu adeptos nos estados nordestinos, principalmente na Bahia e Pernambuco. O instrumento utilizado durante as apresentações de capoeira é o berimbau, constituído de arco, cabaça cortada, caxixi (cestinha com sementes), vareta e dobrão (moeda).

Roda de Capoeira

A festa de Iemanjá é um agradecimento à Rainha do Mar. A maior festa de Iemanjá ocorre na Bahia, no Rio Vermelho, dia 2 de fevereiro. Todas as pessoas que têm “obrigação” com a Rainha do Mar se dirigem para a praia. Nesse evento cultural há o encontro de todos os candomblés da Bahia. Levam flores e presentes, principalmente espelhos, pentes, joias e perfumes.

Lavagem do Bonfim é uma das maiores festas religiosas populares da Bahia. É realizada numa quinta-feira do mês de janeiro. Milhares de romeiros chegam ao Santuário do Senhor do Bonfim, considerado como o Oxalá africano. Existem também promessas católicas de “lavagens de igrejas”, nas quais os fiéis lavam as escadarias da igreja com água e flores.

O Candomblé consiste num culto dos orixás que representam as forças que controlam a natureza e seus fenômenos, como a água, o vento, as florestas, os raios, etc. É de origem africana e foi introduzido no país pelos escravos negros, na época do Brasil colonial. Na Bahia, esse culto é chamado de candomblé, em Pernambuco, nomeia-se xangô, no Maranhão, tambor de menina.

Candomblé

A Literatura de Cordel é uma das principais manifestações culturais nordestinas, consiste na elaboração de pequenos livros contendo histórias escritas em prosa ou verso, sobre os mais variados assuntos: desafios, histórias ligadas à religião, política, ritos ou cerimônias. É o estilo literário com o maior número de exemplares no mundo. Para os nordestinos, a Literatura de Cordel representa a expressão dos costumes regionais.

A culinária do Nordeste é bem diversificada e destaca-se pelos temperos fortes e comidas apimentadas. Os pratos típicos são: carne de sol, buchada de bode, sarapatel, acarajé, vatapá, cururu, feijão-verde, canjica, tapioca, peixes, frutos do mar, etc. As frutas também são comuns, como por exemplo: manga, araçá, graviola, ciriguela, umbu, buriti, cajá e macaúba.

O artesanato da região Nordeste é muito variado, destacam-se as redes tecidas, rendas, crivo, produtos de couro, cerâmica, madeira, argila, as garrafas com imagens produzidas de areia colorida, os objetos feitos a partir da fibra do buriti, entre outros.

Fonte: Mundo Educação

Clima Frio / Quem disse que você precisa sair do Nordeste pra tomar chocolate quente?


Alguns lugares incríveis para você aproveitar o inverno no Nordeste

A primeira coisa que vem em mente quando pensamos no Nordeste com certeza são as altas temperaturas, praias e dunas. É o destino ideal para quem gosta de curtir o calor por todo o ano, sem dúvidas! Mas engana-se quem acredita que a região se resume somente a isso. O inverno no Nordeste existe, e algumas cidades e lindas regiões possuem altas atitudes suficientes para fazer qualquer viajante tirar o casaco da mala durante o friozinho e ainda curtir um chocolate quente e um bom vinho. Quer saber quais são elas?

1. Guaramiranga – Ceará

TRIVAGO

A 800 metros acima do nível do mar, precisamente na Serra de Baturité, a Suíça do Ceará pode atingir temperaturas aproximadas a 12°C no inverno. A cidade é pequena, mas conta com uma infraestrutura bem deliciosa para receber os visitantes, com restaurantes e barres com música ao vivo no centrinho, pousadas aconchegantes e hotéis luxuosos, trilhas na serra, parques e uma paisagem encantadora.

2. Garanhuns – Pernambuco

O inverno em Garanhuns já é tão popular que a cidade recebe o tradicional Festival de Inverno. As temperaturas chegam a marcar 16°C, ideal para visitar o Castelo de João Capão, o Relógio das Flores, o Parque Ruber Van Der Linden, entre outros pontos turísticos.

3. Martins – Rio Grande do Norte

Considerada a Campos de Jordão do nordeste, Martins bate os 15°C Cultural em meados de agosto. A região ainda conta com alguns pontos turísticos como o Mirante da Carranca e a Casa de Pedra.

4. Areia – Paraíba

A colorida Areia costuma ter temperaturas amenas o ano inteiro, mas é no inverno que os termômetros batem os 12°C. Os viajantes encontram pousadas acolhedoras, museus, teatro, restaurantes com comida típicas e uma arquitetura antiga da época dos engenhos de cana de açúcar.

5. Chapada Diamantina – Bahia

A conhecida e movimentada Chapada Diamantina fica ainda mais charmosa no inverno, com temperaturas mínimas entre 8°C a 15°C de manhãzinha e também a noite. E para curtir este friozinho, os inúmeros restaurantes com comidas regionais e também de outras partes do mundo, regadas a um bom vinho ou cerveja artesanal garantem uma estadia bem prazerosa na região.

6. Vitória da Conquista – Bahia

Em alguns dias do ano, os termômetros nesta cidade baiana chegam a marcar 10°C por conta dos seus 900 metros de altitude. Em Agosto acontece o Festival de Inverno Bahia, que reúne alguns nomes conhecidos da música popular brasileira e os pontos turísticos mais conhecidos do local são: o Cristo de Mário Cravo, uma escultura de Jesus crucificado com traços nordestinos, e também o Memorial Casa Régis Pacheco, um casarão considerado patrimônio arquitetônico da cidade, que narra a história política da região.

7. Triunfo – Pernambuco

HISTÓRIAS E CENÁRIOS NORDESTINOS

A cidade mais alta de Pernambuco fica no meio do sertão nordestino, mas ainda sim atinge temperaturas de 11°C no inverno. Você pode curtir a programação cultural do Cine Teatro Guarani, andar de pedalinho ou teleférico no Lago João Barbosa Sintonio, visitar o Museu da Cachaça no Engenho São Pedro, e marcar presença em outros pontos turísticos. Em agosto acontece o Festival de Cinema de Triunfo.

8. Gravatá

Gravatá faz parte do Circuito do Frio de Pernambuco, juntamente com Triunfo e Garanhuns, e não é para menos: o outono e inverno da cidade costumam ser bem rigorosos. Não deixe de visitar a Rua Duarte Coelho, o Famoso Polo Moveleiro da cidade, que conta também com algumas lojas renomadas, cafés e trabalhos de artistas plásticos.

Fonte: viajali.com.br

Geografia / As belas serras do Rio Grande do Norte


Serras potiguares: 15 paraísos que você precisa conhecer!

As regiões serranas estão cada vez mais ganhando destaque no turismo potiguar.

Belas paisagens, boa gastronomia e pousadas charmosas estão no caminho dos amantes da natureza, seja para descansar, apreciar a paisagem, ou para a prática de ecoturismo e esportes radicais as serras potiguares não decepcionam.

Por isso, selecionamos 15 serras potiguares para vocês colocarem na lista de destinos para conhecer antes de morrer.

Confira nossa super listinha de serras potiguares que você precisa visitar:

1. Serras de Martins

Localizada a 380 km de Natal, a uma altitude de mais de 700 metros sobre o nível do mar, Martins se destaca pelas suas paisagens exuberantes e seu clima agradável, com temperatura média de 25°, no verão, e de 18°, no inverno, ideal para quem quer passar o final de semana aconchegante no friozinho da serra.

Foto: Blog Jaldesmar Costa

2. Monte das Gameleiras

Em meio às lindas montanhas da região da Borborema Potiguar, encontra-se o município de Monte das Gameleiras, a 142 km de Natal. Um lugar de paisagens encantadoras, em que as montanhas, o azul do céu e o verde da floresta se encarregam de colorir a paisagem única do lugar. Devido ao seu relevo privilegiado, o local é perfeito para a prática de trekking, cavalgadas, passeios em veículos off road, quadriciclos e motos.

Foto: Carla Belke

3. Serras de Portalegre

Por estar localizada no alto de uma serra, Portalegre atrai visitantes devido às suas atrações naturais, serras exuberantes e mirantes de tirar o fôlego. Seu clima ameno, com temperatura média de 24°, podendo chegar a 17° no inverno, é uma das principais características dessa belíssima região do Alto Oeste potiguar, a 370 km de Natal.

Foto: Fábio Pinheiro

4. Serras de Patu

Na região Oeste, ficam as serras de Patu, a 310 km de Natal.

As serras localizadas no município são muito procuradas pelos praticantes de esportes de aventura, devido à geografia de suas montanhas. Assim, o turista tem a oportunidade perfeita para fazer trilhas, montanhismo, rapel e saltos de asa delta na modalidade parapente, possibilitando a mais completa emoção.

Foto: Tiago Gomes

5. Serra de São Bento

Se você quer lazer e descanso num paraíso rodeado de muita natureza, tranquilidade e de paisagens de tirar o fôlego, não deixe de conhecer a deslumbrante Serra de São Bento, a 130 km de Natal. A exuberância, digna das serras potiguares, alia-se a um clima agradável, com temperaturas entre 16° e 18° graus, no inverno, e em torno dos 19º, no verão. A natureza privilegiada espalha-se por essa região, onde caminhadas, montanhismo, trilhas feitas com veículos OFF Road são os melhores programas.

Foto: Jornal Turismo e Eventos

6. Serra do Cuó

Localizada na cidade de Campo Grande, no Oeste Potiguar, a 265 km de Natal, a Serra do Cuó tem um grande potencial para esportes ao ar livre. A trilha que leva até o ponto mais alto da serra, a aproximadamente 500 metros de altitude, tem em torno de 4 km e é bastante íngreme, mas o esforço é recompensado com uma vista espetacular da região. Você pode acampar no alto da serra, onde poderá observar o pôr ou nascer do sol, uma experiência incrível.

Foto: Antonio Heráclito Costa

7. Serra da Rajada

Essa enorme formação rochosa fica entre os municípios de Carnaúba dos Dantas e Parelhas. A Serra também é bastante procurada pelos amantes de aventura para a prática de trilhas, montanhismo, rapel e escalada. Quando você for à região do Seridó, não deixe de conhecê-la!

Foto: Adriano Santori.

8. Pico do Cabugi

Localiza-se no Parque Ecológico Estadual do Cabugi, na cidade de Angicos (região central), a 141 km de Natal. É o único vulcão extinto do Brasil que ainda mantém a sua forma original, com 590 metros de altitude. O turista pode escalar o Pico, mas é fundamental contratar os serviços de trilheiros, pois a subida é bem íngreme e pode ser arriscada se não forem seguidos os caminhos corretos e tomados os devidos cuidados com as rochas soltas do lugar.

Foto: Pricila Lima/ Muitos Destinos

9. Bico do Papagaio

Formação rochosa de aproximadamente 460 metros de altitude, localizada na cidade de Campo Grande, no Oeste Potiguar, a 265 km de Natal. O local atrai trilheiros em busca de esportes de aventura como o rapel e a escalada. Desde o seu topo, tem-se uma visão incrível da região.

Foto: Francisco V. Souza.

10. Serra Lágea Formosa

Localizada na cidade de São Rafael (região Oeste – microrregião do Vale do Assu), a 210 km de Natal, a Serra de São Rafael nos privilegia com uma vista deslumbrante desde o seu topo. Nela, é possível fazer montanhismo, rapel, dentre outros esportes de aventura.

11. Serras de Acari

Um dos roteiros de aventura e ecoturismo do Seridó, as Serras de Acari (a cidade mais limpa do Brasil), está atraindo os amantes de esportes radicais para a prática de montanhismo e rapel, principalmente as serras que ficam em volta do açude Gargalheiras, região belíssima que vale a pena ser visitada.

Foto: Carlos vinícius

12. Serra de São Bernardo

Localiza-se na cidade de Caicó, na região do Seridó, a 275 km de Natal. Trata-se de uma serra originária de uma ramificação do maciço principal do Planalto da Borborema, que alcança uma altitude de 638 metros, sendo o ponto mais alto da cidade. A Serra é excelente para a prática de trekking, caminhadas, rapel, além de local de observação de pássaros e da flora da Caatinga, vegetação típica da região,proporcionando uma integração total com a natureza.

Foto: Moisés Souto

13. Serra Verde

Situada a 11 km do centro de Cerro Corá, na borda NE da Serra de Santana. A Serra Verde é classificada também como um geossítio (sítio geológico), ou seja, é um local de particular interesse para o estudo da geologia. Isso se deve a singularidade das formações geológicas ou da natureza mineral do subsolo presente na região.

Cerro Corá já é conhecida como “cidade das pedras”, e esse título se torna ainda mais evidente por interessantes formações rochosas que podem ser vistas na região da Serra Verde. Tais como: “Pedra do Tubarão” e “Pedra do Nariz”, além cavidades naturais em rochas chamadas de “Casas de Pedras”.

Lá é possível também encontrar o lajedo do tanque azul. Onde é possível se encantar com poços naturais belíssimos e um sítio arqueológico contendo várias pinturas rupestres bem preservadas que se escondem dentro de uma “Casa de Pedra”.

Foto: Eugênio Oliveira

14. Pico do Totoró

O Pico do Totoró está situado a 10 km do centro de Currais Novos. O acesso ao local se dá através de estradas não pavimentadas que leva ao distrito do Totoró, localidade que deu início a expansão populacional da cidade de Currais Novos.

O pico tem 615 metros de altitude. Seu nome tem origem indígena significa”tororó” – “lugar que tem água” .O local fica próximo a um enorme lajedo e belas paisagens naturais chama atenção pela beleza.O açude público Totoró, fica a 5 km da cidade, é o local perfeito para o banho e a pesca.

Foto: Geoparque Seridó

15. Monte do Galo

O Monte do Galo está situado a 1 km do centro de Carnaúba dos Dantas. O acesso ao local é por estrada pavimentada que leva ao Cruzeiro do Monte do Galo.

Além do ecoturismo e de ser um sítio geológico, a região também atrai muitos visitantes pela fé.

Inaugurado em 1927, o Monte do Galo recebe fiéis em romarias com bênçãos de Nossa Senhora das Vitórias. É um dos principais pontos turísticos religioso do RN. No local há capela, cruzeiro, estátua do galo, sala dos ex-votos e os 12 passos de Cristo ao longo da subida.

Possui altura média de 155 metros, possibilitando o visitante apreciar a vista panorâmica da cidade e das inúmeras serras da região.

Foto: Geoparque Seridó

Algumas dessas dicas foram fornecidas pelo nosso parceiro, o RNatural. Contamos também com informações do Geoparque Seridó

Fonte: Apartamento 702

A história contada por igrejas do período colonial em Recife/PE


As igrejas barrocas do Recife fazem parte do grupo seleto dos melhores exemplos de arquitetura barroca no Brasil, vestígios do glorioso passado da cidade, apesar de nunca ter sido sede do poder real, como Salvador e Rio. Muitas vezes esse valioso acervo, espalhado pelas ruas e pátios do centro, passa despercebido pelo turista que, geralmente, articula a visita entre o Recife Antigo, Instituto Brennand e as praias. 

Mas um roteiro a pé entre as belíssimas igrejas barrocas do Recife é um passeio imperdível que narra um dos mais interessantes períodos da história da capital pernambucana (além de ser rápido e fácil de organizar).

As igrejas barrocas do Recife

O barroco religioso é o marco arquitetônico do centro histórico e conta, ainda hoje, com importantes igrejas e conventos relativamente bem conservados, muitos deles tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Aqui abro parênteses: o centro de Recife foi vítima de um processo de “modernização” sem critérios ocorrido em meados do século 20 que levou à descaracterização e ao abandono do acervo histórico, aliás, já parcialmente destruído durante a guerra com os holandeses.

Esse é um dos principais motivos que impediram a atribuição do título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

As igrejas barrocas do Recife, como o barroco brasileiro em geral, não seguem à risca o estilo português. O barroco pernambucano é o resultado daquela “miscigenação” cultural e artística que já caracterizava a região em meados do século 17. O barroco foi, na prática, o estilo da reconstrução da cidade depois da devastante guerra contra os holandeses.

O roteiro a pé

As igrejas barrocas da cidade são muitas mas para facilitar o passeio eu inclui somente uma parte delas, localizadas a pouca distância umas das outras.

O ponto de largada do itinerário é o histórico bairro de Santo Antônio, exatamente no conjunto arquitetônico formado pela Basílica e do Convento de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade. A igreja, construída entre os séculos 17 e 18, fica na Avenida Dantas Barreto, no Pátio do Carmo, tristemente conhecido como o local onde ficou exposta a cabeça degolada de Zumbi dos Palmares.

Basílica de Nossa Senhora do Carmo

Detalhe da fachada da basílica de Nossa Senhora do Carmo


O convento, ao lado da igreja, além de monumento histórico é um importante marco simbólico da cidade porque ali fez seus votos religiosos o grande Frei Caneca, religioso e líder da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador.

Ao lado, fica a Igreja de Santa Teresa D’Ávila da Ordem Terceira do Carmo, menor e mais recuada em relação à Basílica, quase escondida pelas imponentes palmeiras. Apesar de pequena, a igreja é muito conhecida graças ao conjunto de 68 painéis que ornamentam o teto e as paredes da nave principal. Os painéis, pintados pelo pernambucano João de Deus Sepúlveda, narram a vida de Santa Teresa e são considerados entre os mais importantes do mundo.

Continuando na Avenida Dantas Barreto, direção Avenida dos Guararapes, encontra-se a belíssima Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio, um dos templos mais amados pelos recifenses. Em estilo barroco colonial, foi concluída no fim do século 18. Merecem destaque os ornamentos da fachada em arenito dos arrecifes. Em janeiro de 2018, estava em reforma.

Em reforma encontra-se também a maravilhosa Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares na Rua Nova, perto da Matriz de Santo Antônio. Apesar da fachada sem rebusques, o interior é ricamente decorado.

igrejas barrocas do Recife

A belíssima Igreja de Santo Antônio


A próxima parada será em um dos complexos arquitetônicos mais importantes da capital pernambucana (e do Brasil colonial). Sempre em frente pela Av. Dantas Barreto, vire a direita na Rua Siqueira Campos, sem perder os vestígios de um conjunto de antigos edifícios coloniais, até chegar à Rua do Imperador.

Logo no início encontram-se a Capela Dourada da Ordem Terceira do SãoFrancisco, o templo barroco-rococó famoso pelas paredes completamente entalhadas e cobertas de ouro, e a Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Leia mais aqui no blog | A Capela Dourada

capela dourada

A capela dourada


Ao lado, separados da capela por uma grade de ferro, ficam a Igreja e o Convento Franciscano de Santo Antônio. O convento é uma das obras mais antigas do Recife, construída em 1606. A igreja, em estilo rococó, fica ao lado do Convento e foi construída no século XVIII. Imperdível é o precioso conjunto de azulejos portugueses e holandeses da época colonial.

Leia mais no blog | Igreja e Convento de Santo Antônio

Igreja de Santo Antônio

O claustro azulejado da Igreja de Santo Antônio


Quem tiver tempo pode esticar o passeio até a Praça da República, no fim da Rua do Imperador, e conhecer o Palácio da Justiça e os belíssimos Teatro Santa Isabel e o Palácio do Campo das Princesas.

Ou então, voltar pela Rua do Imperador até a Praça 17, onde fica a Igreja do Divino Espírito Santo, construída em meados do século 17 como templo dos calvinistas franceses durante o domínio holandês. Depois da reconquista, a igreja foi doada aos jesuítas. Que também foram expulsos do Brasil.  Depois de muitos anos de abandono, no final do século 18 foi finalmente reaberta ao público.

Bem perto dali, fica a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, uma das minhas preferidas. Durante a minha infância, sempre passava com minha mãe na frente da igreja porque ela adorava umas lojas de tecidos que ficavam nas redondezas. Hoje o centro do Recife não é mais como antigamente. As lojas não existem mais. No entanto, a igreja ainda está lá, bonita como sempre em estilo barroco rococó. Era o templo da Irmandade dos Homens Pretos do Recife.

Estamos quase no fim, faltam somente duas paradas para fechar o itinerário. Passando pela Rua Duque de Caxias e depois pela Rua Direita, chega-se à Igreja de Nossa Senhora do Livramento, no Pátio do Livramento. Mais modesta do que as outras porque as várias reformas mudaram o estilo original. Mas merece um pit-stop porque forma um conjunto gracioso com as casinhas em estilo eclético do Pátio do Livramento, um dos poucos sobreviventes da “urbanização” do centro.

Um pouco mais na frente, passando por umas ruelas estreitas, típicas do centro recifense, você vai chegar à  monumental Catedral de São Pedro dos Clérigos e ao famoso Pátio de São Pedro com suas casinhas coloniais. Imperdível a pintura do forro da nave da igreja, realizada por João de Deus Sepúlveda em meados de 1700.

O itinerário das igrejas barrocas do Recife acaba aqui mas quem tiver tempo pode esticar até o Mercado São José ou até o Forte das Cinco Pontas. Ou ainda, ir até o Recife Antigo visitar a Igreja Madre de Deus.

A pergunta clássica que não pode ficar sem resposta: é perigoso passear a pé no centro? Depende, como em qualquer cidade grande brasileira…infelizmente. Precisa prestar atenção e não dar uma de turista descuidado.

Aí vão alguns truques que ajudam a evitar situações desagradáveis.

  • programar o passeio nas horas de maior movimento, durante o horário comercial;
  • evitar ruas desertas e escuras;
  • não usar joias;
  • não ficar parad@ horas na frente dos monumentos para conseguir bater aquela foto maravilhosa para colocar no Instagram kkkk;
  • contratar exclusivamente guias credenciados pela Prefeitura ou pelo Governo do Estado.

Bom passeio!

Catedral de São Pedro

A verticalidade da Catedral de São Pedro dos Clérigos


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História de culinária junina


Festa junina é aula de gastronomia e história

Tradição, desde a colonização do Brasil, alimenta os arraiás até hoje

Publicado em 26/06/2019 – 07:00

Por Gilberto Costa – Repórter da Agência BrasilBrasília

Arroz Maria Isabel e bolo de fubá.

Um passeio entre as barracas de comida dos “arraiás” juninos pode render algumas calorias e, aos glutões caipiras mais curiosos, algum conhecimento sobre a formação cultural brasileira e a nossa culinária.

Quem explica é a professora de gastronomia Luiza Buscariolli, que leciona no Senac-DF e no UniCeub e ensinou aos leitores da Agência Brasildois pratos típicos do São João. Segundo ela, os quitutes guardam a história dos portugueses e dos povos ameríndios que habitavam o país antes dos nossos colonizadores.

Professora de gastronomia Luiza Buscariolli

Professora de gastronomia Luiza Buscariolli – Agência Brasil/Marcello Casal Jr

“A gente sabe que havia algumas festas neste mês de junho que os indígenas faziam. Quando os jesuítas estiveram no Brasil [a partir de 1549], aproveitaram dessas festas para trazer a tradição [europeia] de festas juninas, que por sua vez eram uma apropriação das antigas festas pagãs por causa do solstício de verão, que no hemisfério sul é solstício de inverno”, revela.

Enquanto prepara uma porção do prato Maria Isabel, comida típica da região hoje conhecida como o Estado do Piauí, que mistura arroz com carne-de-sol, Buscariolli lembra que a iguaria guarda relação com o ciclo de gado iniciado pelos portugueses no Brasil (século 16). A atividade pecuária foi introduzida por Tomé de Souza, primeiro governador-geral (1549 a 1553) ainda no tempo das capitanias hereditárias, para transporte e alimentação.

O prato Maria Isabel, assim como a paçoca de carne de sol também do Nordeste; o arroz carreteiro (com charque ou carne seca) do Sul e o feijão tropeiro (com torresmo e linguiça) dos sertões de São Paulo, Minas Gerais e Goiás (esse no século 17), são comidas que podiam ser armazenadas e transportadas em longas viagens.

“A lógica é tudo seco, porque se conseguia colocar em uma bolsa [de couro]”. Na hora da fome, a carne era picada e misturada. “Podiam usar água para fazer reidratação”, assinala a professora de gastronomia.

Além da proteína animal, outros ingredientes desses pratos compõem nossa história. O arroz, do Maria Isabel, foi trazido da Ásia pelos colonizadores portugueses. A farinha de mandioca tem origem indígena, e o feijão, ingerido pelo homem desde a antiguidade, tem espécies autóctones no Brasil e outros países americanos.

Assim como a mandioca, usada na produção da farinha e do beiju, os indígenas trouxeram ao cardápio junino os pratos a base de milho. Iguarias provadas durante as festas, como a espiga cozida, curau, pamonha e canjica foram ensinados aos colonizadores pelos indígenas.

“Para os portugueses, milho era comida de animal. Foi muito difícil aceitarem. Passaram a comer porque não tinha outra coisa”, explica Luiza Buscariolli ao preparar um bolo de milho com goiabada para a Agência Brasil.