Politicoisas


A polícia matando e o Tuma tomando!

Arthur Maciel

No Rio de Janeiro parece que a polícia incorporou mesmo a filosofia do Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite. Só este ano morreram 961 pessoas em confronto!Na verdade eu acho que eles estão se inspirando em outro filme: Licença para matar!!!

O DEM poderá pedir de volta no TSE o mandato de quem deixou o partido recentemente, como é o caso do senador Romeu Tuma (SP). Conclusão: O Tuma tomou…

No pódio do GP Brasil de Fórmula 1 o governador José Serra se confundiu e quase entregou o prêmio do Felipe Massa para o Fernando Alonso. E por que será que o Lula não compareceu ao evento?Deve ter ficado com medo das VAIAS!

E sabe como estão chamando a Cristina Kirchner, atual primeira-dama e candidata à presidência da Argentina?Cretina Kirchner!!!A política do outro lado da fronteira não é muito diferente da nossa…

arthurmaciel@estadao.com.br

Mídia golpista faz ilações!


Da Época

O Brasil deve temer?

ÉPOCA fala sobre como o crescente poderio militar de Hugo Chávez ameaça a liderança brasileira na América Latina. Para o ano que vem, o orçamento das Forças Armadas deve ser o maior desde o fim da ditadura militar. Mesmo que reafirme as relações pacíficas com a Venezuela, essa movimentação demonstra que o país quer manter sua hegemonia regional.

Odeia a mídia? Torne-se a mídia!


Da Isto É
Intimidades na internet

Celebridades fazem revelações em blogs e dão “furo” na imprensa

RODRIGO CARDOSO

CONFISSÕES Doença na família, celulite e festa de casamento com muletas. Boni, Luana Piovani e Daiane dos Santos abrem o coração online

O cantor americano Jello Biafra (exvocalista da banda Dead Kennedys) é um ativista anticapitalista que foi pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos, em 2000. É dele uma frase que virou lema de movimentos de mídia independente: “Odeia a mídia? Torne-se a mídia!” Com 100 milhões de adeptos no mundo, segundo o sistema de buscas americano Technorati, os blogs são uma das ferramentas preferidas de quem pensa como Jello. No Brasil, as celebridades têm transformado seus diários online em confessionários. Em muitos deles, o bordão “não falo sobre a vida particular” não existe. Elas revelam detalhes íntimos na internet e chegam a “dar furos” na imprensa.

“No blog fico mais relaxada em falar intimidades, porque não sinto uma invasão de privacidade”, conta a ginasta Daiane dos Santos, que detalhou online sua recuperação após uma cirurgia no pé esquerdo. A atriz Luana Piovani, que há 12 anos passou a contar suas tropelias online, já deu alguns “furos” em seu diário virtual. Entre trabalhos futuros e namoros assumidos, o de maior destaque foi a revelação de que Caetano Veloso se inspirou nela para escrever a canção Um sonho, o que foi desmentido e depois admitido pelo cantor.

“O blog é mais um elemento na manutenção da celebridade”, diz a professora Ivana Bents, da escola de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assim como acontece com colunistas que criaram blogs para repercutir conteúdo com seus leitores, Bents acredita que os artistas terão de fazer o mesmo para se comunicar diretamente com seu público. “Blog é uma expressão sem ruído e interferências”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que por anos deu as cartas na programação da Rede Globo e, hoje, se comunica também via blog.

MATERNIDADE Fernanda Lima revelou a gravidez de gêmeos no blog

Filho de Boni, Diogo Boni criou no mês passado um portal que comporta blogs de 187 personalidades. “A Carolina Dieckmann já deu cinco ‘furos’ na imprensa pelo blog. A Cléo Pires, quatro”, diz Diogo. Além de postar uma foto do filho recém- nascido – jóia que todo paparazzo tentou garimpar –, Carolina desmentiu online que estaria internada antes de dar à luz, notícia que causou um mal súbito em sua avó. “O blog não é meu divã”, pondera a atriz Fernanda Lima. Ela, porém, confirmou online que estava grávida de gêmeos. “Quis esclarecer rapidamente no momento que vi a imprensa falando.” Diariamente, de acordo com a Technorati, 1,8 milhão de mensagens são postadas em blogs no mundo todo e 175 mil diários online – ou novas mídias, como diria Jello Biafra – são abertos.

Escravidão Moderna


Grupo móvel retoma atividades e liberta mais trabalhadores em MT e PA

Imageclique aqui para ouvir(1´19´´ / 313 Kb) – O recomeço das atividades do grupo móvel de fiscalização do trabalho escravo, na última semana, confirma que esta prática no Brasil está longe de ser erradicada. No retorno das atividades, o grupo resgatou 43 trabalhadores, submetidos a condições degradantes nos estados do Mato Grosso e no Pará. No Pará, a fiscalização libertou 23 trabalhadores na fazenda Serra Dourada, no município de Novo Repartimento, encontrados em alojamentos inadequados e sem água potável.

O relatório da operação já foi encaminhado à Polícia Federal, Ministério Público e Ministério do Trabalho para que cada órgão, realize as providências que lhe competem. Marcelo Campos, assessor da secretaria de inspeção do trabalho em Brasília (DF), que coordenou esta ação no Pará, aponta que o proprietário aguardará pelos tramites processuais, que podem durar até um ano. Estima-se que o empregador, Seleone Carlos de Moura, tenha que pagar mais de R$ 30 mil somente em dívidas trabalhistas.

O grupo móvel retomou suas atividades depois de suspender estas ações por 20 dias. Isso aconteceu em decorrência de problemas causados por uma comissão externa de senadores, que considerou abusiva uma ação de fiscalização realizada no Pará no início do mês.

De Brasília, da Radioagência NP, Gisele Barbieri


A fragilidade dos direitos humanos no Brasil


Escrito por Roberto Malvezzi – Correio da Cidadania

É visível a olho nu a fragilização dos direitos humanos no Brasil atual. O aumento do trabalho escravo e degradante nos canaviais, a investida do senado contra o Grupo Móvel, as declarações de autoridades do Rio a respeito do combate ao crime, o filme “Tropa de Elite”, o apoio ostensivo de veículos da mídia à violência policial, as declarações do presidente da República no Brasil – “não se trata bandidos com flores” – e na Espanha – “a situação dos canavieiros não é pior que a situação dos trabalhadores da mineração na Inglaterra, mas foi assim que a Europa chegou até aqui”- têm gerado um caldo de fatalidade diante da violação dos direitos e alimentado a velha lei do talião: “olho por olho, dente por dente”.

A pior das teses vem do governador do Rio, defendendo o aborto como forma de diminuir a violência. A tese não é nova, vem dos Estados Unidos, uma teoria segundo a qual a violência teria diminuído desde quando as mulheres pobres reivindicaram – e conseguiram – o direito ao aborto. Há um livro sobre o assunto. Portanto, se é de matar o pobre quando ele for adulto, que se mate ainda na barriga da mãe.

Para piorar, o incentivo do PAC ao crescimento de qualquer forma excitou o apetite do capital, que avança sobre as florestas, as águas, sem qualquer respeito pelos direitos das comunidades tradicionais, como quilombolas e índios, salvo raríssimas exceções.

A defesa dos direitos humanos não é a defesa do crime e da impunidade, como alega grande parte da direita, com claros laivos fascistas. É apenas a exigência que o criminoso seja punido dentro dos parâmetros legais. Também não é apenas uma questão tática em função de mudanças estruturais, como já vi da boca de gente da esquerda. A defesa dos direitos humanos é a última trincheira do ser humano, de sua dimensão irredutível e inviolável. Se perdermos essa dimensão, diante de qualquer ideologia, de qualquer forma de Estado, de qualquer religião, de qualquer política, abrimos as portas para toda aberração de seres humanos contra outros seres humanos.

Hoje há uma crítica de que a carta dos direitos humanos não é suficiente para entender a relação do todo, do ser humano com a natureza. Portanto, que ela já não ocuparia uma agenda central. É verdade, precisamos repensar “os direitos da natureza”, embora para muitos isso seja uma aberração. Mas, como diz Lovelock, se Gaia é um ser vivo, ela tem direito ao seu metabolismo, portanto, nem tudo está à disposição do ser humano na face da Terra. Entretanto, a exigência contemporânea de pensar o ser humano também na sua relação com o ambiente em nada nega a defesa dos direitos humanos, porque eles dizem respeito diretamente à relação entre Estado e cidadão. A carta magna dos direitos nasceu em 1948, exatamente diante do inominável realizado pelos nazistas para o povo judeu.

Hoje, no Brasil, já não temos ícones dos direitos como D. Paulo Evaristo Arns, D. Hélder Câmara, Reverendo James Wright ou Henri Söbel, para citarmos alguns. Alguns deles ainda estão entre nós, mas já não ocupam cargos de autoridade. Mas temos redes articuladas que fazem esse papel, não só no campo dos Direitos Civis, mas também dos Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs).

É hora de prestarmos atenção ao “mundo cão” para o qual nos estão empurrando e reagirmos abertamente contra aqueles que estão fazendo essas concessões, para salvar um crescimento sem rumo e sem qualidade, ou para instaurar uma paz policialesca e repressiva, mesmo que seja a custo da violação dos direitos humanos e dos direitos das comunidades.

Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT.