A escrita na história


A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA O ESTABELECIMENTO DA COMUNICAÇÃO ENTRE OS POVOS.

Antes do surgimento da Escrita, a comunicação acontecia por meio da fala e dos gestos. A escrita surge em decorrência da necessidade que o homem tinha de controlar o ambiente em que vivia. A escrita possibilitou que houvesse uma maior consciência sobre os fatos e permitiu a organização do pensamento.

Todos os conhecimentos eram passados, de geração em geração, através da oralidade. Assim, os conhecimentos e pensamentos não compartilhados com os demais, acabavam se perdendo no tempo. A Escrita vem para garantir o registro das ações e pensamentos humanos; ela foi se desenvolvendo e ganhando extrema relevância nas relações sociais, na difusão de ideias e informações.

A transmissão das mensagens começa com as placas de argila da escrita cuneiforme na Mesopotâmia e evolui até chegar no uso do computador. Os sumérios utilizavam a argila para escrever, e quando queria que seus registros fossem permanentes, as tabuletas cuneiformes eram colocadas em um forno, ou poderiam ser reaproveitadas quando seus registros não fossem tão importantes que precisariam ser lembrados sempre.

Até a Revolução Industrial, cartas e bilhetes faziam parte da comunicação escrita. Logo, o telefone foi inventado e, a partir daí, várias outras invenções surgiram já no século XX, facilitando ainda mais a comunicação.

 

 

A noção de tempo e espaço se modificaram.

Hoje conseguimos encurtar distâncias através das tecnologias; estabelecemos contatos em tempo real  com pessoas que estão a milhares de quilômetros de nós.

Mas a utilização da Escrita através do Alfabeto é o principal meio pelo qual todas estas tecnologias se desenvolveram, se expandiram e, ainda hoje, continuam evoluindo cada vez mais rapidamente.

A vida moderna, com toda a sua dinamicidade, faz com que sejam desenvolvidas tecnologias cada vez mais capazes de maximizar o tempo.

O gosto pela leitura faz com que as pessoas tenham mais facilidade de se expressar através da palavra escrita. Por isso a importância do papel de pais e educadores no sentido de estimular a leitura desde a infância para que ocorra um melhor desenvolvimento intelectual e crítico formando seres humanos capazes de olhar a sociedade através de lentes críticas capazes de transformar a sociedade em que vivem.

Um exemplo real vem do Instituto Ecofuturo que criou um concurso de redação destinado a estudantes de escolas públicas e privadas, que visa, por meio da escrita, estimular a manifestação da criatividade e a autoexpressão.

“Na sexta e última edição do concurso, mais de 30 mil redações foram recebidas e uma pesquisa, ao final, foi realizada. O resultado instiga: 22% dos alunos vencedores acreditam estar escrevendo mais depois do concurso e 35% estão mais aplicados nos estudos. Qual seria a explicação para isso? “Uma delas é que o aluno foi encantado com a possibilidade de se pronunciar, de ter uma escrita autoral, e se viu reconhecido, capaz”, explica Christine Fontelles, diretora de Educação e Cultura e Comunicação no Instituto Ecofuturo, organização não governamental mantida pelo Grupo Suzano.”  (http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/importancia-escrita-559518.shtml.

Ainda segundo reportagem da página Educar para Crescer:

“A prática da escrita não deve ficar restrita a estudantes, nem tampouco aos que dominam a forma culta, como os escritores. “Escrever vai muito além das regras impostas por qualquer sistema teórico ou didático: é um modo privilegiado de se descobrir e desvelar humanamente a experiência imperdível de viver”, complementa Jorge Marinho, com sabedoria.”

“Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo.” (Eça de Queiroz).

Fonte: CIEP

 

Racismo no Brasil


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Democracia Racial

Por Gabriella Porto

democracia racial é um termo usado por algumas pessoas para descrever relações raciais no Brasil. O termo denota a crença de alguns estudiosos que o Brasil escapou do racismo e da discriminação racial. Estudiosos afirmam que os brasileiros não vêem uns aos outros através da lente da raça e não abrigam o preconceito racial em relação um ao outro. Por isso, enquanto a mobilidade social dos brasileiros pode ser limitada por vários fatores, gênero e classe incluído, a discriminação racial é considerada irrelevante (dentro dos limites do conceito da democracia racial).

O conceito foi apresentado inicialmente pelo sociólogo Gilberto Freyre, na sua obra Casa-Grande & Senzala, publicado em 1933. Embora Freyre jamais tenha usado este termo nesse seu trabalho, ele passou a adotá-lo em publicações posteriores, e suas teorias abriram o caminho para outros estudiosos popularizarem a ideia.

Freyre argumentou que vários fatores, incluindo as relações estreitas entre senhores e escravos antes da emancipação legal dada pela Lei Áurea em 1888, e o caráter supostamente benigno do imperialismo Português impediu o surgimento de categorias raciais rígidas. Freyre também argumentou que a miscigenação continuada entre as três raças (ameríndios, os descendentes de escravos africanos e brancos) levaria a uma “meta-raça”. A teoria se tornou uma fonte de orgulho nacional para o Brasil, que se contrastou favoravelmente com outros países, como os Estados Unidos, que enfrentava divisões raciais que levaram a significantes atos de violência. Com o tempo, a democracia racial se tornaria amplamente aceita entre os brasileiros de todas as faixas e entre muitos acadêmicos estrangeiros. Pesquisadores negros nos Estados Unidos costumavam fazer comparações desfavoráveis entre seu país e o Brasil durante a década de 1960.

Nas últimas quatro décadas, principalmente a partir da publicação em 1976 de Preto no Branco, escrito por Thomas Skidmore, um estudo revisionista das relações raciais brasileiras, os estudiosos começaram a criticar a noção de que o Brasil seja de verdade uma democracia racial. Skidmore argumenta que a elite predominantemente branca na sociedade brasileira promoveu a democracia racial para obscurecer formas de opressão racial.

Os críticos que se opõem à ideia da democracia racial, afirmando que ela seja um mito, frequentemente usam como base a alegação genérica de que não seria possível definir com exatidão à qual raça uma pessoa pertença realmente, visto que os próprios indivíduos não são capazes de se definir. Muitos pesquisadores relatam estudos em que demonstram a discriminação generalizada nos campos do emprego, educação e política eleitoral. O uso aparentemente paradoxal da democracia racial para obscurecer a realidade do racismo tem sido referido pelo estudioso Florestan Fernandes como o “preconceito de não ter preconceitos“. Ou seja, porque o Estado assume a ausência de preconceito racial, ele não consegue fazer cumprir o que existem poucas leis para combater a discriminação racial, pois acredita que tais esforços sejam desnecessários.

Michael Hanchard, cientista político da Universidade John Hopkins, argumenta que a ideologia da democracia racial, muitas vezes promovida por aparatos estatais, impede uma ação efetiva de combate à discriminação racial, levando as pessoas a atribuírem a discriminação a outras formas de opressão e permitindo que funcionários do governo acusados neguem a sua existência, mesmo que apenas inicialmente.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_racial_no_Brasil
http://www.imil.org.br/artigos/a-importancia-de-gilberto-freyre-para-a-construcao-da-nacao-brasileira-parte-ii/

História dos Direitos Trabalhistas


Direitos Trabalhistas – História, evolução e perdas

1 de maio de 2017

A história do direito trabalhista no Brasil ocorre a partir do término da escravidão, no final do século XIX. Ao fim deste período, com a maior necessidade de mão de obra assalariada e um processo global de consolidação das relações de trabalho – principalmente na Europa -começaram a surgir demandas por normas que definissem as regras para estas relações.

A primeira definição brasileira trabalhista nos moldes atuais veio com a Constituição Federal de 1891, que considerou o trabalho uma prática livre e remunerada, com a possibilidade de um cidadão vincular-se e desvincular-se dela de acordo com sua própria vontade.

PRIMEIRAS NORMAS TRABALHISTAS

Foi principalmente após a Revolução de 1930 que as principais mudanças foram realizadas nesta área, dentre elas a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.

No começo do século XX foram criadas as primeiras normas trabalhistas, que previam férias de 15 dias por ano e alguns tipos de direitos em relação aos acidentes de trabalho. Além disso, ficou estabelecido que nenhuma criança abaixo de 12 anos poderia trabalhar em fábricas e que sua jornada de trabalho diária deveria ser de, no máximo, 7 horas.

A partir daí o governo brasileiro buscou o equilíbrio entre os elos que formam a corrente do capital industrial. E a Constituição de 1934 trouxe um pacote de direitos trabalhistas que incluía o salário mínimo, jornada de trabalho de 8 horas, repouso semanal, férias remuneradas, assistência médica e sanitária.

CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO

De acordo com Vólia Bomfim, professora de Direito do Trabalho da LFG, o Brasil passou a dar atenção de maneira efetiva para os direitos trabalhistas a partir do governo de Getúlio Vargas.

“É exatamente no governo Vargas que temos uma intensa proliferação de leis trabalhistas favoráveis aos trabalhadores. Ele montou a comissão elaboradora do projeto e em 1943 compilou todas essas regras, criando a CLT”, explica.

A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) surgiu em 1943, a partir do decreto 5.452, de 1º de maio de 1943. Ela é o marco definitivo do estabelecimento de uma lei trabalhista clara e protetiva no Brasil e responsável por regulamentar as leis trabalhistas e processo do trabalho, de forma que as regras ficassem mais acessíveis.

Após a criação da CLT, muitas leis foram adicionadas – desde leis específicas para o fortalecimento da mulher no mercado de trabalho, até as mais recentes regulamentações para empregadas domésticas, por exemplo.

A professora conta que muitos avanços aconteceram desde a promulgação da CLT até os dias atuais, mas ainda há muito a ser conquistado.

“Dois terços da CLT já passaram por alteração, ou seja, houve modificação da redação originária. Mas a lei ainda tem questões que precisam de atenção, como a capacidade relativa da mulher, por exemplo, que mudou bastante desde o último texto a respeito, em 1962”, diz.

REFORMA TRABALHISTA

Convidada para debater na Comissão de Legislação Participativa da Reforma Trabalhista, a professora Vólia Bomfim diz que, se aprovada como está, muitos direitos trabalhistas serão perdidos.

“Dos 117 artigos que essa reforma traz, entre sete a dez são favoráveis ao trabalhador, enquanto os outros cem retiram direitos dos trabalhadores”, explica. E alerta: “Pressão popular e pressão social são as únicas saídas para tentar modificar esse projeto de lei, para que sejam melhorados e não fiquem tão distorcidos da realidade trabalhista”.

Algo muito relevante e que o projeto não toca ou modifica é a desigualdade salarial entre homens e mulheres. “Só com política pública, conscientização e fiscalização essa questão será modificada“, sugere a professora.

Vólia explica ainda que a reforma favorece muito mais o empresário do que o empregador. “Eu diria que essa não é uma reforma trabalhista, mas sim uma reforma empresarial. É uma desconstrução do direito do trabalho”, finaliza.

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Fazendo História / Estudantes unidos pelo Brasil, ganham as ruas em defesa da educação, em defesa do futuro.


Do Recife

Manifestantes fizeram passeata nesta quinta-feira (30/05/2019) contra o bloqueio de verbas para universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação.

Por Edilson Segundo, G1 PE


RECIFE, 16h31: Manifestação em defesa da educação é realizada no Recife nesta quinta-feira (30) — Foto: Reprodução/TV Globo
RECIFE, 16h31: Manifestação em defesa da educação é realizada no Recife nesta quinta-feira (30) — Foto: Reprodução/TV Globo

Estudantes e representantes de sindicatos, associações e movimentos sociais protestaram no Centro do Recife, nesta quinta-feira (30), contra o bloqueio de verbas para universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação (MEC).

Quinze dias após o ato anterior, eles se concentraram, desde as 15h, em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, no Centro da cidade e saíram em passeata às 16h50. Outras cidades do estado também tiveram manifestações em defesa da educação.

RECIFE, 17h17: Em defesa da educação, manifestantes saem em passeata pelas ruas do Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1
RECIFE, 17h17: Em defesa da educação, manifestantes saem em passeata pelas ruas do Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1

“O presidente Jair Bolsonaro não voltou atrás com os cortes. Não vamos parar enquanto ele não suspender o contingenciamento até que ele entenda que só com a educação o Brasil vai voltar a avançar”, afirma a presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UNE-PE), Manuella Mirella.

RECIFE, 16H05: Concentração do ato em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora — Foto: Edilson Segundo/G1
RECIFE, 16H05: Concentração do ato em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora — Foto: Edilson Segundo/G1

O estudante do 2º ano, Igor Gabriel, de 17 anos, participou do ato com um grupo de amigos da Escola Estadual Paulo Guerra, no bairro de Tejipió, na Zona Oeste do Recife. “Viemos lutar pelos nossos direitos, por uma educação melhor”, diz o adolescente, que pretende cursar engenharia civil na universidade.

RECIFE, 16h: Manifestantes se reúnem na Rua da Aurora nesta quinta-feira (30) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
RECIFE, 16h: Manifestantes se reúnem na Rua da Aurora nesta quinta-feira (30) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) monitoraram o ato. O trajeto da passeata incluiu a Rua João Lira, Rua dos Palmares, Avenida Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista e a Avenida Guararapes.

O protesto chegou à Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, às 18h35. No local, ocorreu a dispersão dos manifestantes, encerrando o ato.

RECIFE, 18h08: Ato em defesa da educação interdita a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1
RECIFE, 18h08: Ato em defesa da educação interdita a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1

Outros atos

Na manhã desta quinta-feira (30), outros atos em defesa da educação foram realizados em diferentes cidades de Pernambuco. Além do Recife, também foram registradas manifestações em Barreiros, na Zona da Mata; e em Caruaru e Garanhuns, no Agreste.

Por volta das 10h, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) realizaram um “abraço simbólico” ao prédio da instituição, no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. A mobilização também contou com apresentações de pesquisas e projetos de extensão em aulas de rua. (Veja vídeo abaixo)

Estudantes fazem protesto em defesa da educação

Em Barreiros, estudantes criticaram cortes de recursos para o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). A concentração para a mobilização começou às 7h. Com faixas e cartazes, alunos saíram do campus, na zona rural, e caminharam até o Centro do município, às 9h. Eles fizeram uma aula aberta à população e encerraram o ato por volta das 11h.

Em Caruaru, o protesto começou às 9h e contou com a participação de estudantes, professores e servidores do IFPE. Também foram para o ato em defesa da educação universitários e estudantes das rede pública de ensino médio. A concentração ocorreu na frente de um hotel no Centro da cidade. O grupo seguiu em passeata pelas ruas da região.

É assim que se faz história, é assim que se muda um país para melhor.

História do Forró


Conheça a história do Forró, o ritmo vindo do Nordeste que encantou todo país

08

O Forró é um ritmo contagiante. A paixão dos brasileiros por esse estilo musical pode ser explicado por dois motivos. Primeiro, porque ele é capaz de animar qualquer festa. Além disso, o Forró também é muito bom para a saúde, pois reduz calorias e fortalece os músculos das pernas, do abdômen e dos glúteos. Geralmente uma hora de Forró é capaz de queimar 200 calorias ou mais.

Mas, onde surgiu este ritmo que conquistou os brasileiros? Quais são os tipos de Forró mais conhecidos? Conheça essas e outras curiosidades logo abaixo!

Significado

A princípio é possível destacar que o termo “Forró” se refere a festa onde, normalmente, as pessoas dançam, tocam e se divertem. No entanto, o termo não é designado para todo tipo de festa ou para qualquer música. É necessário ter uma sequência de ritmos nordestinos como, por exemplo, o xaxado, coco, baião, xote, entre outros. Hoje em dia, muitas pessoas acreditam que o Forró pode ser definido como um gênero musical e como uma dança.

Etimologia da palavra

Atualmente, existem três versões para a origem histórica do termo “Forró”. Entre elas, a mais conhecida afirma que o termo apareceu, pela primeira vez, no fim do século XIX. Ele surgiu nas construções das estradas de ferro no Nordeste, onde alguns ingleses moravam.

Naquela época, os ingleses faziam várias festas, porém poucas eram abertas à população. Quando o acesso era liberado para o público geral, na entrada havia um cartaz com a seguinte frase: “For All”, ou seja, “para todos”. Acredita-se que o termo Forró surgiu como variação da pronúncia dessa expressão.

A segunda versão é muito semelhante a primeira. No entanto, a principal diferença é em relação aos responsáveis pela festa que, nesse caso, eram os soldados norte americanos. Os eventos ocorriam durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).

A terceira versão é a mais antiga. Nela, o termo forrobodó, de origem africana, ficou conhecido. Acredita-se que este termo significa “algazarra”, “festa para a ralé” e “arrasta-pé”.

Tipos de Forró

Forró Pé de Serra

Em meados da década de 1940, no Nordeste, surgiu o famoso Forró Pé de Serra. A principal característica desse ritmo é que ele possui como fonte de inspiração o universo rural do sertanejo. Geralmente, esse ritmo é tocado por trios de zabumba, além de sanfona e triângulo. A maioria das danças tem passos básicos e variações simples, entre elas, podemos destacar: o giro simples da dama. No Brasil, o Forró Pé de Serra é representado por vários artistas. É possível destacar: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Genival Lacerda e Adlemario Coelho.

Forró Universitário

O Forró Universitário surgiu, entre as décadas de 1990 e 2000, quando jovens da região Sul do nosso país começaram a tocar e a dançar o Forró de Pé de Serra com coreografias diferentes das que eram conhecidas até então. Os novos estilos tinham influências do Rock`n Roll, Samba, Funk e Reggae.

As influências que o Forró Universitário recebeu foram responsáveis por introduzir novos passos como, por exemplo, giros mais complexos. Este ritmo tem três das várias danças que compõe o Forró Pé de Serra. São elas: baião, xote e xaxado (menos comum). Na música, são utilizados violão, contrabaixo e percussão.

Várias bandas universitárias como, por exemplo, Fala Mansa, Rastapé e Forróçacana, agitam as festas pelo país afora.

Forró Eletrônico

Este ritmo surgiu na década de 1990. Tem uma linguagem estilizada e um visual muito chamativo. Utiliza instrumentos eletrônicos como guitarra, contrabaixo e, especialmente o órgão eletrônico, que substitui a sanfona. A dança é mais sofisticada e não possui passos pequenos como ocorre em outros tipos de Forrós que citamos. Entre os artistas, podemos destacar: Frank Aguiar e as bandas Mastruz com Leite, Magnificos, Calcinha Preta e Calypso.

História do Café no Brasil


O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial.

Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro.

Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou a produção de riquezas.

Em condições favoráveis a cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti — até então o principal exportador mundial do produto — entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas.
Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. 

Revista do Café

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Engenho Matapiruma /Assassinato em Escada(zona da mata de Pernambuco), durante o regime militar brasileiro


Em 5 de outubro de 1972, um grupo de trabalhadores rurais, na realidade três irmãos,3
foi atacado
pelo vigia e por dois policiais da Secretaria de Segurança Pública, quando realizavam atividades agríco-
las no canavial do Engenho Matapiruma, localizado na área rural da cidade de Escada, em Pernambuco.4
Trabalhadores e moradores desse engenho, havia mais de uma década, eles tinham, em 1970, com o apoio
do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, movido uma ação trabalhista contra seu arrendatário, José Metó-
dio Pereira, na Junta de Conciliação e Julgamento (JCJ) de Escada. Na ação trabalhista participavam mais
sessenta e oito trabalhadores. Reivindicavam 13os
salários e férias não pagas, relativas ao ano de 1969.
Na época, nenhum dos principais jornais de Recife (o Jornal do Commercio, ou o Diário de Pernam-
buco) publicou qualquer notícia sobre o ataque e o assassinato de um dos três irmãos (José Inocêncio
Barreto) ou tampouco registrou a morte do vigia. Também dois agentes da polícia de Recife ficaram
feridos no embate com os três irmãos. Além de José Inocêncio Barreto, que faleceu no local, baleado
pelo vigia e pelos agentes policiais, o segundo irmão, João Inocêncio Barreto, levou oito tiros e foi trans-
ferido para o hospital, em Recife. O terceiro irmão, Luís Inocêncio Barreto, atingido na mão, conse

guiu escapar correndo no meio do canavial, como fizeram também vinte trabalhadores que cortavam e
amarravam cana naquela área do Engenho Matapiruma.
Quatro dias depois, na segunda-feira, 9 de outubro de 1972, surpreendentemente, o jornal O
Estado de São Paulo publicou uma reportagem com o título “Mortes num engenho em Pernambuco”.
Além de a matéria apresentar um relato detalhado em que responsabilizava pelo ocorrido, tanto o arren-
datário do engenho, José Metódio Pereira, quanto o vigia, denominado de “capanga do engenho”, cita
nominalmente os dois investigadores da polícia, José Timóteo e Pedro Vieira, que, junto com outros 12
capangas, teriam atacado os trabalhadores. O jornal publicou também duas fotos:5
uma da mãe com
os dez filhos menores, agora órfãos do trabalhador assassinado, e outra da única pessoa do engenho,
segundo o jornal, que se dispôs a narrar o ocorrido, o filho de 11 anos de João Inocêncio Barreto. As
duas fotos publicadas compondo a matéria “Mortes num engenho de Pernambuco”, além de dar um
suporte de realidade e veracidade ao texto jornalístico é capaz de produzir, até hoje, fortes emoções de
dor e tristeza.6
As ressonâncias, e mesmo a reação da censura e dos órgãos de repressão a essa reporta-
gem, se constitui em outra possibilidade de pesquisa.7
O texto jornalístico ainda destaca como reinava um clima de medo no engenho, pois embora o ata-
que sofrido pelos três irmãos tenha ocorrido a apenas 200 metros de um grupo de casas, ninguém se dis-
pôs a comentar o ocorrido. O jornal assinala, ainda, que o assassinato de José Inocêncio Bezerra, assim
como as tentativas de que foram alvos seus irmãos Luís e João, eram o resultado de um processo que
moviam na Justiça do Trabalho contra o arrendatário do engenho; informa, também, que os diretores
do Sindicato passaram a sofrer ameaças, fazendo com que se retirassem da questão. Os irmãos, ainda de
acordo com a matéria, teriam sido aconselhados pelo pároco da cidade, Padre Melo, a procurar as auto-
ridades militares em Recife e contar o que vinha ocorrendo no engenho.

Fonte:

Ação trabalhista, repressão policial e assassinato
em tempos de regime militar


Antonio Torres Montenegro

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