DICIONÁRIO DO TUPI-GUARANI

indio
Antecipando o 19 de abril, pois “todo é dia de índio”, publicamos esta matéria especial em homenagem aos povos indígenas do nosso Brasil.

19 de abril – Dia do Índio

O dia do Índio é comemorado em 19 de abril, data instituída em 1940 no México durante um congresso indigenista. A data antes lembrada por comemorações oficiais e atividades e pesquisas escolares passa a ter hoje uma conotação profunda, sendo marcada por encontro políticos-culturais, debates, encontros protagonizados pelos índios e parceiros de causa durante todo este mês em vários estados do país.

“No dia em que eu conseguir abrir as páginas de minh’alma e contar essas linhas de meu inconsciente coletivo, com alegrias ou dores, com prazeres ou desprazeres, como amores ou ódio, no céu ou na terra – aí sim, aí sim, vou soltar a minha voz num grito estrangulador, sufocado há cinco séculos, porque 500 anos de pretenso reconhecimento de nossa identidade, não pagam o sangue derramado pelas avós, mães e filhas indígenas deste país. Esse dia, certamente chegará, mesmo que eu esteja em outros planos.”

Eliane Potiguara
Elaine é uma escritora indígena, remanescente da etnia Potiguara, professora formada em letras, fundadora da ONG GRUMIN (Grupo Mulher Educação Indígena)

DICIONÁRIO TUPI-GUARANI

Muito interessante este dicionário tupi-guarani. Estudando a língua de nossos ancestrais, nativos de Pindorama (do Brasil), identificamos a forte contribuição desta vertente linguística em nosso vocabulário que muitos chamam de língua portuguesa.
Logo abaixo, deixo o link pra você consultar as demais letras do dicionário.
Boa Leitura!
A

Aamo lua (xavante)
Aaní não, nada
Aaru espécie de bolo
Abá homem, índio, gente, pessoa
Abaçaí o que espreita
Abacataia espécie de peixe de água salgda
Abacatuaia abacataia, aracangüira
Abacatuia abacataia, aracangüira
Abaetê pessoa boa, pessoa honrada – abaeté
Abaetetuba lugar cheio de gente boa
Abaité gente ruim, repulsiva, gente estranha
Abanã cabelo forte, cabelo duro
Abanheém língua de gente, a língua que as pessoas falam
Abanheenga abanheém
Abapy pé de homem
Abaré amigo do homem
Abaquar homem que voa
Abaruna amigo de roupa preta, padre, amigo preto – abuna
Abati cabelos dourados, louro
Abequar Senhor do vôo
Abuna padre de batina preta
Acag cabeça
Açaí pequeno côco amarronzado
Acamim espécie de pássaro, espécie de árvore
Acará garça, ave branca
Acaraú rio das garças
Acemira o que faz doer
Açu grande, comprido, longo, considerável
Acuba quente
Aé mas, antes, finalmente, senão, ante
Aguapé redondo e chato, como a vitória-régia
Aiaiá colhereiro (espécie de garça)
Aicó ser, estar
Aimara árvore, araçá-do-brejo
Aimará túnica de algodão e plumas
Aimbiré aimoré, amboré
Aimirim formiguinha
Aimoré mordedor, tribo pertencente ao grupo dos jês, peixe cascudo
Airequecê lua
Airumã estrela d’alva
Airy variedade de palmeira
Aisó formosa
Aiyra filha
Ajajá colhereiro, espécie de garça de bico comprido – aiaiá – ayayá
Ajeru ajurú
Ajubá amarelo
Ajuhá fruta com espinho
Ajuru árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível
Akag cabeça – acag
Akitãi baixo, baixa estatura
Amana chuva
Amanaci a mãe da chuva – amanacy
Amanacy a mãe da chuva – amanaci
Amanaiara a senhora ou o senhor da chuva
Amanajé mensageiro
Amanara dia chuvoso
Amanda chuva
Amandy dia de chuva
Amapá árvore de madeira útil, cujo látex, amargo, atua no tratamento da asma, bronquite e afecções pulmonares
Amary espécie de árvore
Ama-tirí raio, corisco – ama-tirí
Amerê fumaça
Amãtiti raio, corisco – ama-tirí
Amboré Amboré
Ami aranha que não tece teia
An sombra, vulto, fantasma
Anaití grande
Anamí espécie de árvore
Ananã fruta cheirosa, ananás
Anauê salve, olá
Anassanduá da mitologia indígena
Andira o senhor dos agouros tristes
Andirá morcego
Anhangüera diabo velho
Anicê fogo
Anira anel
Anhana empurrado, impelido
Anacã dança
Anama grosso, espesso
Anomatí além, distante
Antã forte
Anacê parente
Anajé gavião de rapina
Anãmiri anão, duende
Anhê pois, assim é
Anjé até, até que
Aondê coruja
Angassuay nome de um espírito
Apê longe
Apecu coroa de areia feita pelo mar
Apecum apecu – apicum – apicu
Apicu apicum – apecu
Apicum mangue, brejo de água salgada – apicu – picum – apecu
Apoena aquele que enxerga longe
Apuama que não pára em casa, veloz, que tem correnteza
Apuê longe
Aquitã curto, pequeno
Ara relativo a ave, que voa, dia, luz, tempo, clima, hora, nascer
Aracambé espécie de peixe de água salgada – aracangüira
Araçary variedade de tucano
Aracê aurora, o nascer do dia, o canto dos pássaros(pela manhã)
Aracema bando de aves
Aracy a mãe do dia, a origem dos pássaros
Aram sol
Arani tempo furioso
Aracangüira espécie de peixe de água salgada – aracambé
Arapuã abelha redonda
Arapuca armadilha para aves
Arara ave grande
Araraúna arara preta
Ararê amigo dos papagaios
Araruna ave preta
Aratama terra dos papagaios
Ararama terra dos papagaios
Araruama terra dos papagaios
Arassá Araçá
Arassatyba araçazal (muito araçá)
Araueté povo de lígua da família do tupi-guaraní
Araxá lugar alto de onde primeiro se avista o Sol
Áribo em cima
Ariry depois
Assui logo, portanto, assim que
Assurini tribo pertencente à família lingüistica do tupi-guarani
Atá andar
Atã forte
Atássuera o que anda, ambulante
Ati gaivota pequena
Atiadeus tribo guaiacuru do Mato Grosso
Atiati gaivota grande
Atiçu tipo de cesta
Auá homem, índio
Auati gente loura, milho, que tem cabelo loiro (como o milho) – abati – avati
Auçá caranguejo – uaçá – guaiá
Aussuba amar
Avá homem, índio
Avanheenga língua de gente, língua que as pessoas falam
Avaré amigo, missionário, catequista – abaré – abaruna – abuna
Avati gente loura, milho – abati – auati
Awa redondo – ava
Awañene língua de gente – abanheém
Awaré avaré
Ayty ninho
Aymberê lagartixa
Ayuru árvore de madeira dura – ajuru

PARA LER MAIS, CLIQUE AQUI.

Autor: luislins

Pernambucano, Casado, quatro filhos, Servidor Público.

35 comentários em “DICIONÁRIO DO TUPI-GUARANI”

  1. Anauê! Ops, não pensem que sou partidário do fascismo brasileiro disceminado na era Vargas que tinha como símbolo o sigma, e o grito, imitando o “Heil Hitler!” dos nazistas ou o “Dulce, Dulce, Dulce!” dos italianos, o “Anauê!”. Verdade é que não consigo enontrar um bom brasileiro que goste de história que ache desinteressante ou sem importancia o conhecimento indígena, ou seja, o de nossas origens. Gostei demais desse dicionário de tupi, agora etendo o sonho de Policarpo Quaresma!
    Anjé Ariry!

  2. ORIGEM DA PALAVRA NAVIO:

    No latim, não havia a letra “U”, ela era foneticamente representada por “V”. E esta por “W”. Tudo começou com NAU, e em seguida, através de um processo chamado Metaplasmo de Permuta por Consonantização, Nau evoluiu para Nave, e daí para Navio. Nau, por sua vez, coverteu-se também no sufixo Nauta, presente em muitas composições: Astronauta, Aeronauta, Cosmonauta, Protonauta etc.
    Portugal já teve melhor escola náutica durante a fase das descobertas ultramarinas, lusitanas, a Escola de Sagres. Sem os navegadores e os instrumentos produzidos por Sagres, os portugueses não teriam conquistado tantas terras novas além do continente europeu.
    -Ah! Quando nos referimos às navegações portuguesas, vinculamo-nos ideologicamente à expressão “A VER NAVIOS”, equivalente a ESPERANDO EM VÃO, ou Waiting In Vain (música de Bob Marley).
    Foi um período em que Portugal caiu em profunda depressão. Sem a perspectiva de outras terras à vista, a nação teve sua autoestima rebaixada, ao ponto de um próprio rei Dom Sebastião ir para o front de batalha, tentando, em outras fronteiras, recuperar a glória de conquistador do seu país. Em um desses “sonhos de ícaro”, Sua Magestade “dançou”, morreu: quando lutava em Acálcer-Quibir, em Marrocos, era o ano de 1.578.
    Para não se darem por derrotados, muitos portugueses preferiam acreditar que o Senhor Rei não faleceu, mas se encantou, e que um dia retornaria para devolver a Portugal seus tempos áureos. Inclusive, há quem diga que Dom Sebastião sobrevive sob a metamorfose de um touro maravilhoso na Ilha de Lençóis, litoral de Cururupu-MA. Então, animados por aquela fé messiânica, os portugueses ficavam no Alto da Catarina, em Lisboa, A VER NAVIOS, na fútil esperança de recepcionarem o extinto rei, de volta à Península Lusitana.
    A esse tipo de crendice coletiva deu-se o nome de sebastianismo, uma versão de carne e osso da crença messianista, daqueles que esperam o retorno de Jesus Cristo.

  3. Olá, gostaria de saber se poderia me traduzir uma frase em tupi para uma tatuagem: amor sem fim. (não eterno, mas “sem fim”) caso haja essa possibilidade.

    Agradeço!!!!

  4. Não tem nada q eu preciso tenho que fazer um trabalho e dá nisso site que não presta .
    Atenção: ESSE SITE NÃO PRESTÁ PARA NADA. NÃO RECOMENDO PRA NINGUÉM.

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